“Pode ser que a caminhada tenha, hoje, seu papel mais crítico, como meio de investigação e ato de resistência, em última instância”.

- Firat Erdim

Uma cidade média observada nas suas margens e vazios — onde o espaço público revela tensões entre expansão urbana, memória e resistência.

CAMPO — UBERLÂNDIA

Uberlândia, Minas Gerais, 2019

P&D — Pesquisa & Desenvolvimento

Uberlândia carrega as marcas de um desenvolvimento urbano acelerado: expansão desordenada, rios ocultos sob avenidas, segregação territorial, escassez de espaços públicos qualificados. Foi nesse contexto que, durante o pós-doutorado na Universidade Federal de Uberlândia, reunimos 25 estudantes de graduação e pós-graduação para investigar os entre-lugares da cidade — os espaços limiares entre o público e o privado, o planejado e o espontâneo, o visível e o invisível.

Por meio de seminários, pesquisa de arquivo, entrevistas, caminhadas investigativas e mapeamentos colectivos, o grupo construiu um olhar crítico e sensível sobre o território. O processo culminou num mini-documentário de 5 minutos — criado num momento de intensos protestos contra os cortes na educação — que sintetizou as descobertas do grupo e se tornou um gesto colectivo de resistência e cidadania activa.

“As atividades foram de grande contribuição não apenas para a minha pesquisa, mas também para a troca de saberes entre professora e alunos — e entre nós mesmos. Foi uma disciplina construída colaborativamente, o que fez toda a diferença”.

Luis Fellipe Dias (Mestrando)

“É sempre bom quando temos a oportunidade de renovar o nosso olhar diante da cidade, do outro, da vida como um todo. Outra vez mudando o meu olhar não só para projetar, mas para ocupar os espaços que são meus por direito. Nada mais, nada menos que muita gratidão pela experiência”.

Ana Luiza Maciel (Graduanda)

“A disciplina foi incrível, rica em discussões importantes e para o momento histórico no qual vivemos, cheia de referências importantes que provavelmente não teríamos contato em outras matérias. A provocação do olhar sobre a cidade, ao permeio das ruas e espaços urbanos públicos, gerou reflexões sobre o ambiente em que vivemos, mas não enxergamos”.

Isabella Simpson (Graduanda)

Anterior
Anterior

Viva Ibirapuera [COLAB]

Próximo
Próximo

Urban inventory [PUB | APRES]