“Uma das tarefas mais urgentes do urbanismo é fazer os interessados participarem do modelamento de sua cidade.”

- Jane Jacobs

Um parque icônico de São Paulo investigado como palco de apropriações, paradoxos e disputas entre o colectivo e o privado — e como laboratório vivo para pensar o que é, afinal, um espaço público na metrópole contemporânea.

CAMPO: IBIRAPUERA

São Paulo, 2014

P&D — Pesquisa & Desenvolvimento

Durante os três meses da 31ª Bienal de São Paulo (2014), o ProjetoClima_Ibirapuera — treze oficinas semanais — transformou o Parque Ibirapuera em território de investigação colectiva. O convite partiu do colectivo de artistas Bik Van der Pol, dentro do projecto Turning a Blind Eye, realizado em colaboração com estudantes da School of Missing Studies (Rietveld Academie, Amsterdam) e participantes da UMAPAZ — universidade localizada no próprio parque.

Por meio de caminhadas, mapeamentos e reflexões, o grupo activou percepções sobre limites, usos, vazios e apropriações no território expandido do Ibirapuera — aproximando olhares de artistas, estudantes, pesquisadores e frequentadores em torno de uma mesma pergunta: o que é um espaço público?

A pesquisa investigou as apropriações sociais e institucionais do parque ao longo de sete décadas, revelando os paradoxos da esfera pública paulistana: um arquipélago urbano fragmentado, onde ilhas de uso público coexistem e frequentemente se diluem em meio a interesses privados. A oficialização da privatização do parque em 2019 confirmou a hipótese central do estudo.

sobre o projeto

  • IBIRAPUERA, METÁFORA URBANA. O PÚBLICO/PRIVADO EM SÃO PAULO (1954–2017 ) 

    + Curi, Fernanda Araujo. “Ibirapuera, metáfora urbana. O público/privado em São Paulo. 1954-2017” [thesis]. São Paulo: Faculdade de Arquitetura e Urbanismo; 2018 doi:10.11606/T.16.2019.tde-09012019-113200. link

  • IBIRAPUERA, AN URBAN INVENTORY 

    + Curi, Fernanda Araujo. “Ibirapuera, an urban inventory.” In Kenniff, Thomas-Bernard et Lévesque, Carole, (dirs). Inventaires. La documentation comme projet de design / Inventories. Documentation as Design Project. Montréal: Bureau d’étude de pratiques indisciplinées, 2021. link

    BURLE MARX E O PARQUE IBIRAPUERA: QUATRO DÉCADAS DE DESCOMPASSOS (1953–1993)

    + Curi, Fernanda Araujo. “Burle Marx e o Parque Ibirapuera: quatro décadas de descompasso (1953 - 1993)”.Anais do Museu Paulista: História e Cultura Material [online]. 2017, v. 25, n. 3, pp. 103-138. link 

    + Fernanda Araujo Curi, « Burle Marx et le parc Ibirapuera : quatre décennies de rendez-vous manqués (1953-1993)», Brésil(s) [En ligne], 12 | 2017. link

    IBIRAPUERA, UM PROJETO INACABAADO

    + Curi, Fernanda Araujo; Canas, Adriano Tomitão. “Ibirapuera, um projeto inacabado: as vicissitudes do parque e seus pavilhões publicadas nas revistas de arquitetura”. The paper was presented and published in 13° Seminário Docomomo Brasil, Salvador, 2019.

    IBIRAPUERA: PATRIMÔNIO PÚBLICO/PRIVADO

    + Curi, Fernanda Araujo. “Ibirapuera: patrimônio público/privado”. Paper presented and published in ICOMOS. Simpósio Científico 2018, Belo Horizonte, 2018.

    PARQUE IBIRAPUERA: LUGAR DE LAZER, CULTURA E PODER

    + Curi, Fernanda A. “Parque Ibirapuera: lugar de lazer, cultura e poder”. The paper was presented and published in Primer Congreso Iberoamericano de Historia Urbana, Santiago de Chile, 2016.

  • + Urban Inventories, UQAM, Montréal. CA (2019) 

    + Tec de Monterrey. MX (2019) 

    + ICOMOS Brasil, UFMG, Belo Horizonte. BR (2018) 

    + Places en relation, Institut Civic City, Geneva. CH (2017) 

    + École nationale supérieure d’archictecture de Paris-La Villette. FR (2017) 

    + École des Hautes Études en Sciences Sociales, Paris. FR (2017) 

    + I Congresso ABRE, Associação de Brasilianistas na Europa, Leiden. NL (2017) 

    + Primer Congreso Iberoamericano de Historia Urbana, Santiago Chile. CL (2016) 

    + Fundação Bienal / UNIFESP / UNIB / ETEC / UMAPAZ, São Paulo. BR (2014–2016) 

" Fernanda Curi organizou o Projeto Clima_Ibirapuera, uma série de oficinas semanais no e em torno do parque, reunindo públicos e estudantes de diversas origens e nacionalidades para mapear e refletir sobre relações entre conflito e espaço, cidades, territórios e ecologias em espaços públicos contestados. Sua abordagem foi criativa, generosa e profundamente conectada ao contexto, cruzando pesquisa de arquivo, vivência prática e rede de colaboradores."

Bik Van der Pol (artistas e colaboradores do projeto)

"O Projeto Clima me fez repensar o uso do espaço público. Descobrir a história do Parque Ibirapuera e suas apropriações me levou a questionar: a cidade e seu uso são para quem? Quem invade? Quem tem direito de permanecer? O projeto abriu esse olhar."

Felipe Melo Franco (participante)

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